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Não, o Projeto Google+ não é uma rede social, afirma a Google

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Publicado em Quarta, 29 Junho 2011 10:18
Escrito por IDG Now!
Acessos: 469

“O Google+ não é uma rede socialâ€, afirma Felix Ximenes, diretor de Comunicação da Google no Brasil. “Estamos levando um componente social para todos os produtos do Google. O maior cuidado que estamos tomando é evitar que as pessoas comparem com a;go que já conhecem. Porque é diferente.â€

O Google+ é um site? Sim e não. Na verdade o site leva a uma ferramenta onde o internauta, dono de uma conta Google, monta e gerencia seus Círculos de amizade, muito semelhante às listas do Facebook e do Twitter. Mas o funcionamento, em geral, está espalhado pela Web, a partir de marcadores sociais (âncoras) como o botão +1 para conteúdos, dentro e fora de produtos Google.

“O botão mais um é a ponta do iceberg desa estratégiaâ€, me explica Ximeses.

A fala fica ainda mais clara quando abro a caixa-postal e leio um e-mail enviado a clientes do serviço Google AdWords. A mensagem?

“Nas próximas semanas, seus resultados de pesquisas e anúncios no Google incluirão um botão +1, no qual os usuários podem clicar para recomendar seus anúncios. Você não precisa fazer alterações em sua conta para aproveitar os benefícios do botão. O URL da página de destino final de seus anúncios também poderá ser exibido no perfil do Google de qualquer usuário que marcar seu anúncio com +1. (…) Pense no botão “+1″ como uma forma de as pessoas recomendarem seu produto ou serviço a todos os amigos e contatos. Ao ajudar as pessoas a visualizar anúncios mais relevantes e recomendados de uma forma mais pessoal, acreditamos que você receberá um tráfego mais qualificado.â€

É, sem dúvida, o Google usando tudo o que aprendeu com as desastrosas tentativas anteriores de ingressas nas redes sociais para turbinar seu principal negócio: a propaganda associada às buscas, colando no seu poderoso algoritmo o componente que faltava: o toque humano da referência, baseada em preferências, interesses. Lembra do artigo “O Facebook é uma ameaça ao Google?â€. Pois vale ler outra vez… Enquanto o Facebook segue se esforçando em ser a sua casa na Web. O Google lembra que há vida lá fora, e que a sua casa tem sim, portas, janelas, mas também muros…

O o objetivo do Google+ é “fazer com que a conexão entre as pessoas na web seja mais parecida com a da vida realâ€. Razão pela qual, a construção dos Círculos não inclua entre seus princípios básicos o da reciprocidade. Você não precisa saber que está em alguns dos meus círculos, como não preciso concordar em estar em algusn dos seus. Só preciso definir bem o que quero compartilhar, e espalhar meus sinais.

No início do ano, Lary Page reassumiu o comando da empresa com a missão de conduzir o Google pela estratégia social. A partir daí, o Google traçou o objetivo de tornar a busca mais inteligente, PESSOAL e INTERATIVA. Aos poucos, o enigmático epoderoso algoritmo do Google começou a centrar o foco nas nossas preferências. não atoa, o vice-presidente sênior de engenharia da Google, Vic Gundotra, diz no post de apresentação do Projeto Google + que ele “é um tipo diferente de projeto, exigindo um foco diferente – em vocêâ€.

Junto com o Google+ e suas três ferramentas _ os Círculos, o o Sparks, que exibe feeds de conteúdos de toda a rede que possam ser interessantes para você, e o Hangouts, para facilitar a comunicação por voz e vídeo com os participantes de um Círculo _, o Google ampliou o alcance do botão +1 e lançou um novo serviço de busca chamado What Do You Love? (O que você ama?). Ao clicar no endereço, o internauta tem acesso a uma caixa bem simples, semelhante a da homepage do Google, com um botão de coração. Ao escrever o assunto, no entanto, abre-se uma série de resultados dividindo a tela com mais de 20 diferentes tipos de serviços da gigante tecnológica, incluindo o YouTube, mapas, visões em 3D, e-mail, entre outros. Aos poucos, tudo estará conectado.

“Não dizemos que a Web está fragmentada? Pois estão… estamos criando a possibilidade de integrar tudoâ€, diz Ximenes. Com um detalhe: é o usuário que escolhe que tipo de interligação quer promover para cada Círculo criado por ele.

Parecem complicado demais? Pois os primeiros usuários andam alardeando justamente a facilidade de entender o conceito, ou parte dele. Acredito que parte dele, porque há muito ainda por entender sobre a complexidade das nossas relações. A proposta do Google nos forçará claramente a pensar nelas na nossa vida online.

Se vai funcionar? Ainda é cedo. Masnão dá para negar que a Google se mexeu. E, ao se mexer, fez barulho, voltou a atrair a atençao do público com promessas encantadoras justamente no momento em que enfrenta grandes pressões e desafios.

O governo americano decidiu promover aquela que já vem sendo apontada como a mais dura investigação antitruste contra a empresa. Quer saber o quanto ela abusa do seu poder econômico pela supremacia que exerce justamente no segmento de buscas, para manter a liderança também do mercado de publicidade associada às buscas.

Mas o que mais incomoda à gigante de buscas é o fato do Facebook estar conseguindo levar para sua casa todo o tráfego Web. Quando as pessoas usam o Facebook, na maior parte dos casos ficam fora do alcance dos motores de pesquisa do Google, que perde informações valiosas que poderiam beneficiar a sua pesquisa Web, publicidade e outros produtos. Portanto, o Google precisa recuperar, rápido, o status de sero ponto de entrada mais popular para a Web. E não só isso…

Veja. Em maio, 180 milhões de pessoas visitaram sites do Google, incluindo YouTube, em comparação com 157,2 milhões no Facebook, de acordo a comScore. Mas os usuários do Facebook olharam 103 bilhões de páginas e gastaram em média 375 minutos no site, enquanto os usuários do Google vistaram apenas 46.3 bilhões de páginas e gastaram 231 minutes. Isso é ruim para a publicidade. Em especial para os anúncios do tipo display, e com segmentação por contexto.


Porque você e e eu ainda nao podemos experimentar os recursos Goggle+? Primeiro porque o Google não quer repetir com ele os erros cometidos nos lançamentos de produtos como o Wave e o Buzz. Segundo porque, como terá impacto de cada produto do Google, tornando-os “socialmente compatívelâ€, no linguajar do próprio pessoal do Google, há muito ainda a resolver. Desde questões de engenharia (tráfego, carga em servidores, etc) até questões comportamentais, de privacidades, etc.

“Estamos em uma fase de aprendizadoâ€, diz Ximenes. O quanto ela vai durar? “Impossível saber. Vai depender da resposta dos primeiros usuários. No Brasil, algo entre 3 mil, um pouco mais, segundo ele.

“A intenção é discutir a nossa motivação para que as pessoas entender onde estamos indoâ€, explicou a Liz Ganne, do All Things Digital, o vice-presidente sênior de engenharia da Google, Vic Gundotra.

“Nós estamos chamando de Projeto Google+ por uma razão muito simples. Ele é um modificador dos produtos Google. Não é um produto monolítico. Tivemos produtos antes: Blogger é um produto, o Orkut é um produto, Buzz é um produto. Este é um projeto e quando dizemos “projeto†significa que tem um escopo muito mais amplo. É algo que terá impacto Googleâ€, completou o vice presidente de produto, Bradley Horowitz, na mesma entrevista.

Fonte: http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2011/06/29/nao-o-projeto-google-nao-e-uma-rede-social-afirma-a-google/



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